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Robert Fripp & The League of Gentlemen - The League of Gentlemen (1981)
Postado por Alphonse van Worden em domingo, 16 de novembro de 2008.


1981

EG Records

01. Indiscreet I (1:47)
02. Inductive Resonance (4:35)
03. Minor Man (3:45)
04. Heptaparaparshinokh (2:03)
05. Dislocated (4:35)
06. Pareto Optimum I (2:07)
07. Eye Needles (3:12)
08. Indiscreet II (2:35)
09. Pareto Optimum II (1:27)
10. Cognitive Dissonance (3:38)
11. HG Wells (3:25)
12. Trap (4:45)
13. Ochre (3:07)
14. Indiscreet III (1:26)

- Robert Fripp / guitarra elétrica
- Sara Lee / baixo elétrico
- Barry Andrews / órgão elétrico
- Kevin Wilkinson / bateria (exceto na faixa 2)
- Johnny Toobad / bateria (faixa 2)
- Danielle Dax / vocais (faixa 3)



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O disco em tela é a meu ver um brilhante exercício de fusão entre prog crimsoniano, propulsão dançante, punk rock e ambiências industrialistas, onde se destaca a intricada geometria dos contrapontos pontilhistas traçados pelo ataque conjunto da guitarra de Robert Fripp e do piano elétrico de Barry Andrews (XTC, Shrieckback), dinâmica que se ancora na vigorosa e hipnótica 'cozinha' de Sara Lee (Gang of Four, B-52's) e Kevin Wilkinson / Johnny Toobad; não obstante, causa-me verdadeiro assombro, tendo em vista a megalomaníca pulsão por relançamentos que caracteriza mr. Fripp, que este precioso material esteja tão somente parcialmente disponível em formato digital na coletânea God Save The King (1985 - reeditada em CD no ano de 1989, mas hoje fora de catálogo). Por mais que a referida compilação sintetize eficazmente os experimentos de Fripp com discotronics e sua carreira com a League, fazem muita falta os interlúdios ambient/industrialistas presentes no álbum original da LOG (mormente a excelente seqüência Indiscreet I, II e III, na primeira das quais Sara Lee brada a pérola "rock'n'roll is about fucking!"), assim como a excelente Minor Man, uma das melhores músicas do disco; outrossim, parece-me inaceitável a opção de extirpar as 'found' voices antes presentes nas faixas Cognitive Dissonance, HG Wells e Trap, traço que lhes conferia um sabor deveras peculiar (por exemplo, como sobreviver sem o orgiástico orgasmo de miss Lee em HG Wells???)

Isto posto, julguei por bem disponibilizar aqui a edição original deste discaço, para que os confrades possam tomar ciência de um dos trabalhos mais inteligentes, criativos e inusitados da longa carreira do 'Rei Escarlarte'

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