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Make a change... Kill yourself - Idem
Postado por Ingrid Faustino em terça-feira, 29 de janeiro de 2008.
Aprecio as bandas que fugiram da idéia de contestação divina por meio do próprio historicismo cristão, que conseguiram ultrapassar oposição e caminharam para a negação, para a revolta e para o niilismo/existencialismo.
A sonoridade do macky é angustiante, desesperada e as letras a acompanham, caminham para a negação extrema: a decisão da extinção da própria existência, opção última para quem não vê um motivo convincente para viver. Independentemente da decisão pessoal perante estas questões... creio que este cd é um dos melhores dentro desta linha.

“Só existe um problema filosófico realmente sério: é o suicídio. Julgar se a vida vale ou não vale a pena ser vivida é responder à questão fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, aparece em seguida. São jogos. É preciso, antes de tudo, responder. E se é verdade, como pretende Nietzsche, que um filósofo, para ser confiável, deve pregar com o exemplo, percebe-se a importância dessa resposta, já que ela vai preceder o gesto definitivo. Estão aí as evidências que são sensíveis para o coração, mas é preciso aprofundar para torná-las claras à inteligência. Se me pergunto em que julgar se uma questão é mais urgente do que outra, respondo que é com ações a que ela induz. Eu nunca vi ninguém morrer pelo argumento ontológico. Galileu, que detinha uma verdade científica importante, abjurou-a com a maior facilidade desse mundo quando ela lhe pôs a vida em perigo. Em um certo sentido, ele fez bem. Essa verdade não valia a fogueira. Se é a Terra ou o Sol que gira em torno um do outro é algo profundamente irrelevante. Resumindo as coisas, é um problema fútil. Em compensação, vejo que muitas pessoas morrem por achar que a vida não vale a pena ser vivida. Vejo outras que paradoxalmente se fazem matar pelas idéias ou as ilusões que lhes proporcionam uma razão de viver (o que se chama uma razão de viver é, ao mesmo tempo, uma excelente razão para morrer). Julgo, portanto, que o sentido da vida é a questão mais decisiva de todas.”.
Albert Camus em "O Mito de Sísifo".

make a change... kill yourself.


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